O rebranding do colonialismo: uma análise sobre o discurso de parditude

  • Autor
  • Igor Fonseca Silva
  • Resumo
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    O presente trabalho busca se debruçar sobre a disseminação de discursos atrelados à racialidade na rede social Instagram. O estudo investiga cinco conteúdos publicados pela pesquisadora e influenciadora digital Beatriz Bueno em seu perfil pessoal, entre 2021 e 2024, com enfoque na promoção do conceito de parditude. A reflexão teórica parte de uma pesquisa bibliográfica ancorada no trabalho de autores como Ferro (2023), Guimarães (1999; 2008; 2024), Munanga (2012; 2019), Nascimento (2016), Noble (2021) e Rocha (2023), na qual se discute o aparelhamento da sociedade brasileira pela hierarquização racial, e sua interferência direta nas relações sociais, culturais, psicológicas e epistemológicas mantidas em esferas pública e privada. A investigação das postagens parte da Análise do Discurso (AD), nos trabalhos de Kress e Van Leeuwen (2001), Pêcheux (1997; 2006) e Orlandi (2012), e toma como dispositivo analítico as estratégias de enunciação identificadas nas postagens. Constatou-se que o discurso organizado em torno da parditude está alinhado a preceitos ideológicos nascidos no Período Colonial, e visa aglutinar uma comunidade online em prol de sua perpetuação.

  • Palavras-chave
  • Parditude, Instagram. Miscigenação. Comunicação digital. Formação discursiva.
  • Modalidade
  • Comunicação oral
  • Área Temática
  • GT 8 - Estudos Críticos sobre identidade, gênero e raça
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